Atacarejos oferecem preços menores e conseguem alcançar margens maiores

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Por Eduardo Mendonça

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Os atacarejos são uma designação que reúne as duas formas de comércio: o atacado e o varejo, com os conceitos de self-service (autosserviço) e de cash & carry (pague e leve), conceito usado nos Estados Unidos como um modelo de loja de custo baixo.

O momento financeiro de certa apreensão tem levado cada vez mais pessoas a buscarem alternativas mais vantajosas. A exemplo disso, podemos acompanhar o crescimento notável de empresas como food trucks, fábricas caseiras de bolos e doces, salgados por encomenda, entre outros. É nesse cenário que os atacarejos se destacam. Estima-se que os produtos vendidos por essas lojas, também chamadas de negócios híbridos, chegam a ser até 30% mais baratos que em supermercados tradicionais, e que possuem uma despesa sobre venda menor que 10%, enquanto seus concorrentes supermercadistas têm praticamente o dobro dessa despesa. Por isso as margens desses atacadistas que também vendem no varejo são maiores.

Engana-se, porém, quem acha que apenas os menos abastados são clientes dos atacarejos. No ano de 2015 quase 50% das famílias brasileiras das classes A e B fizeram compras em pelo menos um atacarejo. Pesquisa realizada pela consultoria Kantar Worldpanel mostra que 49% das famílias de alta renda procuraram a alternativa.
Entretanto, seu maior volume de vendas ainda está concentrado nas pessoas jurídicas: pequenos comerciantes varejistas e transformadores, como donos de padarias, pastelarias e minimercados.

Boa parte das grandes redes já vislumbraram as oportunidades das lojas na modalidade de atacarejo e têm se lançado nsse formato, visto o quanto pode ser atrativo. A rede de atacarejos Assaí, que pertence ao Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, já representa 32% das receitas da companhia. Só no último trimestre de 2015 foram abertas sete lojas e, para 2016, estão previstas de 12 a 15 novas unidades até o fim do ano.

Em tempos de alta inflação, a busca por preço-cuto-benefício tem feito os consumidores não se importarem tanto com os luxos de seções de vinhos importados, ampla variedade de marcas dos mesmo produtos e prateleiras extremamente organizadas. Mas mesmo longe das regiões mais centrais e sem qualquer sofisticação, aparentemente os atacarejos vieram para ficar.

Eduardo é gerente de Desenvolvimento do Produto da PC Sistemas

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